Seu Madruga

Hoje finalmente resolvi postar sobre uma personalidade mundial,um filósofo contemporâneo,um dos meus idolos: SEU MADRUGA!
Sua vida não foi somente a de um saco de pancadas. Muito menos a de um chimpanzé reumático. Como todo mundo, ele também tem uma história. Sempre vestido com calças jeans velhas e desbotadas, uma camiseta que provavelmente um dia foi preta, um chapéu de jeans e um tenis pra lá de surrado. Essas são caracteríscticas únicas que podem ser resumidas em duas palavras: SEU MADRUGA.Um personagem simples, que leva uma vida simples... Ele é o pai de Chiquinha, e ficou viúvo nove anos atrás, quando ela nasceu, pois sua mulher preferiu que a filha nascesse. É um homem maduro, analfabeto, pois nunca terminou a escola. Ao invés de estudar, teve de trabalhar muito para sobreviver. Embora diga que lhe faltam oportunidades, Seu Madruga se deixou entregar à preguiça, e foge do trabalho como o diabo foge da cruz. Tenta sobreviver como pode, fazendo toda a sorte de bicos, como o 'Velho do Saco', sapateiro, e como barbeiro, por exemplo.

Solteirão, É alvo constante das cantadas de Dona Clotilde. A velha senhora vê neste viúvo a chance para desencalhar, e tenta apanhá-lo pelo estômago, que é uma de suas maiores fraquezas. Mas ele gosta mesmo é da tia da Paty, que mora no 21, em cima das escadarias, defronte à sua casa, que é no número 72. Madruga vê no Chaves seu reflexo de quando ele era criança, e tenta ser tolerante com as encrencas que o garoto arruma. Mas quando o Chaves apronta alguma com o Quico, o bochechudo logo grita em busca de sua mãe, e a velha Dona Florinda irrompe porta afora, já acusando Seu Madruga de ter feito o filho chorar (embora algumas
vezes isso seja verdade, quando Madruga o belisca). Aí, ela o esbofeteia, Quico o chama de gentalha, ele perde o controle e joga o boné no chão, pisoteando-o. Neste meio tempo, surge o Chaves, e diz algo engraçado sobre sua vovozinha. E lá vai o Chaves tomar um croque, que vai colocá-lo a chorar e a se esconder no barril.

Seu Madruga vive sempre fugindo do Sr. Barriga por não pagar os seus religiosos 14 meses de aluguel que lhe deve. Seu Madruga não é um cínico, pois ele realmente tem vergonha de não ter o dinheiro para pagar o aluguel, mas se agüenta como um bom macho!


VIDA REAL
Seu nome era "Don" Ramón Valdez. Seu pai trabalhava com teatro, e então desde criança nosso Seu Madruga já tinha uma veia artística (ele era dos únicos do seriado que já tinham alguma experiência anterior com teatro/tv/cinema). Infelizmente Ramón Valdéz não está mais conosco. Ele morreu no dia 9 de agosto de 1988. de câncer no pulmão devido ao fumo em excesso.

Antes de ser ator, era dono de uma lanchonete na Cidade do México, que acabou falindo. Então ele se inscreveu em um concurso para ser comediante e passou no teste. Fez tele novelas, um seriado de comédia (tipo Casseta e Planeta) que em pouco tempo saiu de moda, pois era pouco assistido.
Então surgiu a obra prima: Roberto Gomez Bolaños, que convidou-o para fazer
um seriado (Chaves e Chapolin). Aí sim fez muito sucesso e a produção deu uma grande renda. Assim a estrela de Seu Madruga brilhou! A super produção faturou muito e Don Ramón juntou dinheiro para comprar sua casa própria e foi ficando famoso e conhecido mundialmente. Ficou milionário.

Don Ramón saiu do Chaves e Chapolin em outubro de 85 (que após sua sua saída só gravou mais 13 episódios) e foi fazer um programa com o Quico. Resultado:um fracasso. Só passou duas semanas no ar pela rede Tele Uno. Em janeiro de 88, descobre que está com câncer em estado avançado e que dali pra frente só durou até 9 de agosto do mesmo ano, falecendo de câncer no pulmão por excesso de fumo.

Quando Seu madruga morreu o pessoal do seriado tentou colocar a bisavó da Chiquinha no lugar dele. Mas não deu certo, pois nada e ninguém conseguiria substituir Seu Madruga. Só ele conseguiria fazer aquele papel.



Em 9 de agosto de 1988, Ramón Gómez Valdez y Castillo veio a falecer, deixando aproximadamente dez filhos e milhões de fãs ao redor do mundo. A morte de Valdez se deve ao fumo em excesso, que ocasionou um câncer no pulmão, que se espalhou para o estômago, e veio a levar o inigualável Ramón Valdez a morte. Com certeza todos do elenco sentiram muito a perda do companheiro, mas talvez quem mais sofreu foi Angelines Fernández, a Dona Clotilde. No enterro, ela permaneceu cerca de duas horas de pé, junto ao caixão do saudoso Ramón. Os dois eram muito amigos. Em todo o velório, ela repetia aos prantos: "Mi rorro, mi rorro...".
Nos últimos anos de sua carreira, Valdez dedicou-se a viajar com seu circo por toda a República Mexicana...